| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Strigiformes |
| Família: | Tytonidae |
| Mathews, 1912 | |
| Espécie: | T. furcata |
Coruja-das-torres, coruja-da-igreja, rasga-mortalha (Maranhão, Pernambuco, Ceará), coruja-do-campanário (São Paulo), coruja-de-celeiro ou suindara, é uma espécie de coruja muito comum no Brasil, bastante conhecida por nidificar em torres de igrejas e locais habitados (razão de um de seus nomes comuns).
Está entre as aves mais “úteis” do mundo, no que se refere à economia do homem, pois consomem muitos roedores, principalmente nas proximidades de habitações humanas.
O nome suindara vem do tupi e significa “aquele que não come”.
Seu nome científico significa: Tyto furcata ⇒ Coruja branca [com rabo] pontiagudo.
Obs: Modificado recentemente (2014). Antiga Tyto alba ⇒ Coruja branca.
Possui em média 33 a 36 centímetros (macho) e 32,5 a 38 centímetros (fêmea) de comprimento e envergadura entre 75 e 110 centímetros, as fêmeas pesam em média 330 a 573 gramas e os machos de 310 a 507 gramas. É uma espécie muito especializada, caça suas presas localizando-as principalmente pela audição. Possui dois discos faciais bem destacados, em forma semelhante a um coração, que ajuda a levar o som até a entrada dos ouvidos externos. Essa é uma estrutura única, separando-a das demais corujas em uma família especial, a Tytonidae.
Possui cinco subespécies reconhecidas:
Obs: O CBRO segue Wink et al. (2008) separando o gênero Tyto em furcata para o grupo americano e alba para o grupo que ocorre no Velho Mundo.
É uma grande caçadora de ratos, sejam silvestres, sejam espécies introduzidas de fora das Américas. Como todas as corujas, ingere o alimento inteiro. No estômago, há a separação dos pelos, ossos e outras partes não digeríveis, as quais formam pelotas, posteriormente regurgitadas em seu pouso tradicional. A análise dessas pelotas, indica o alimento ingerido pela espécie. Por esse método, descobriu-se no interior de São Paulo, que duas suindaras mudavam seu alimento conforme a época do ano. No período do inverno, cerca de 90% das pelotas era formada por restos de roedores e 7% de gafanhotos. Já no verão, o inverso. Além de insetos e roedores, apanha morcegos, pequenos marsupiais, anfíbios, répteis e aves.
Põe de 4 a 7 ovos, que incubará durante uns 32 dias. Dentro de 50 dias os filhotes já estão aptos a voar. Normalmente, não se separam de seus pais até os 3 meses de vida. Mostram fidelidade aos locais de postura e o seu nome (coruja-de-igreja) se dá pelo habito de fazer os seus ninhos em edificações humanas incluindo as torres das igrejas e casas abandonadas, mas podem nidificar também em cavidades de árvores ou interior de cavernas. Reúne material suficiente para que os ovo não fiquem em contato com o substrato. Uma única fêmea pode chegar a botar até 13 ovos. Ocasionalmente é feita uma segunda postura, menor, em substituição a uma ninhada perdida.
De hábitos noturnos, prefere presas vivas. Se perturbadas, balançam o corpo lateralmente. Se encurraladas, jogam-se de barriga para cima, enfrentando o perigo com as poderosas garras que lançam para frente.
Voa durante o dia apenas quando afugentada de seu poleiro de descanso, que pode ser em folhas de palmeiras, bananeiras, galhos de outras árvores ou sob telhados em construções.
Grito fortíssimo, “chraich” (“rasga-mortalha”), que emite frequentemente durante o voo. Quando se assusta durante o dia ou quando quer amedrontar, bufa fortemente podendo estalar com o bico. Um roncar, igualzinho ao roncar do homem, é emitido no período de acasalamento, entoado em dueto pelo casal, a fêmea responde nos intervalos que o macho intercala; semelhante som é emitido com frequência pelos filhotes, que assim acabam revelando o local do ninho. Um sibilar rítmico é emitido no local em que dormem durante o dia. Vocaliza uma sequência de “tic-tic-tic…” durante o voo à noite.
Amplamente encontrada em todos os continentes exceto em regiões muito frias. Ocorre em todo Brasil. Até 3500m de altitude.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: